Produção de mudas em tubetes plásticos no viveiro de mudas da Mineração Vale Verde

Produção de mudas em tubetes plásticos no viveiro de mudas da Mineração Vale Verde

Escrito em 08/06/2020
Revista Minérios


Esse trabalho mostra como a Mineração Vale Verde (MVV) substituiu o sistema de produção de mudas em sacolas por tubetes plásticos, a fim de reduzir os custos na atividade e reduzir o consumo de insumos.

Com a mudança foi possível melhorar a produtividade dos viveiros em 72%, utilizando a mesma quantidade de água e mão de obra, além evitar a construção de nove viveiros.

A Mineração Vale Verde está localizada na região central de Alagoas, entre os municípios de Craíbas e Arapiraca, com proposito de operar planta de beneficiamento de cobre. Em 2009 a mineradora adquiriu de uma família de agricultores a Fazenda Uruçu, o local que até então era utilizado para a produção de leite.

A propriedade foi transformada em Centro de Educação Ambiental – CEA, que a partir daí seus objetivos foram direcionados a Educação Ambiental, Sustentabilidade e Apoio aos Planos de Controle Ambiental da MVV. No mesmo ano foi construído o primeiro viveiro de mudas nativas do bioma caatinga, para atender a demanda de reflorestamento em suas áreas.

O presente estudo de caso tem por objetivo apresentar os resultados econômicos e outros, obtidos pela substituição de sacolas plásticas com capacidade de 2,6 litros de substrato, por tubetes plásticos com capacidade de 290 ml de substrato.

Desenvolvimento

Até 2018 o viveiro da MVV produzia mudas nativas em sacolas plásticas de polietileno com volume de 2,6 litros de substrato, em viveiro tipo capela, envolto de tela sombrite com redução de 50% de incidência de luz. Com 168 m² havia espaço para 4.000 unidades.

Haviam 3 viveiros, o que permitia produção total de 12.000 unidades a cada 6 meses (tempo médio necessário de produção) totalizando 24.000 unidades ao ano. O substrato utilizado era oriundo de áreas férteis remanescentes de agricultura, localizadas a 10 km do viveiro.

O sistema de irrigação utilizado é micro aspersão, que funciona por gravidade, impulsionado por uma caixa de 5.000 litros localizada a 9 m de altura. Diariamente, o consumo para irrigação dos 3 viveiros era de 3.000 litros de água. Após verificado a demanda de mudas para atendimento das demandas, foi identificado a necessidade de 12 viveiros, o que exigiria a construção de mais 9 viveiros.

Foi implantado em meados de 2018 o sistema de cultivo de mudas em tubetes plástico com capacidade de 290 ml de substrato, utilizando os mesmos viveiros existentes, com pequenas adaptações que consistiu na construção de bancadas de madeira com arame galvanizado para armazenamento das mudas. Em cada viveiro foram distribuídas três bancadas. 

Dessa forma foi possível aumentar a eficiência produtiva dos viveiros. A capacidade com sacolas outrora de 4.000 unidades em 168 m², passou para 14.000 unidades ao utilizar o sistema de tubetes, totalizando 84.000 mudas nos três viveiros.

O projeto de adaptação do viveiro de mudas da MVV foi eficiente e reduziu de fato os custos de produção de mudas, pois o custo produção utilizando sacolas era de R$ 0,70; com a adaptação dos viveiros foi reduzido para R$ 0,29, já considerando os custos de depreciação dos materiais, que tem vida útil de 10 anos, gerando economia de mais de 59%.

Outro ponto a observar foi a economia com água, pois para produção das 84.000 mudas seriam necessários 12 viveiros de 168 m². No sistema em tubetes apenas 3 viveiros foram capazes de suportar a produtividade necessária, reduzindo de 2.880 m³ para 720 m3 ao ano.